A melhor escola de inglês

Três estudantes em uma mesa debruçados sobre cadernos

Intercambiar é: estudar

“Go, Went, Will…”, Zoe, a amiga que conheci no bar durante o jogo do #49ers, me contava animada sobre o seu “date” (encontro) surpresa no sábado, mas o que me chamava mesmo a atenção eram os tempos verbais que ela usava a cada frase. Isso porque, nessa semana, terei as provas finais no curso de inglês e minha principal dificuldade é o pesadelo de muita gente: o passado.

Felizmente, o que me assombra é apenas o passado dos verbos. O “ed” o “ing” e o “d” no final ou a transformação das palavras em algo completamente diferente. Eu tenho péssima memória, então, não funciona ler e reler os verbos e ficar conjugando, preciso entender as regras e, principalmente, aplicá-las no meu dia a dia. Essa é a principal vantagem do intercâmbio, ter contato com a língua o tempo inteiro e para tudo.

Garotas segurando cervejas sobre as pernas

Intercambiar é: compartilhar

Bebendo com as meninas americanas, eu aprendo várias expressões, a usar as palavras com malícia, a saber ler caras, bocas e olhares e, com a ajudinha de bons drinks, ouso falar frases diferentes, sem vergonha ou medo de errar.

Passeando com estudantes de outras nacionalidades, que têm dificuldades parecidas com as minhas, me desdobro para tentar, com um vocabulário limitado, compartilhar impressões e ideias, entendrer a opinião deles e me aproximar mais de sua cultura.

Sozinha pelas ruas, restaurantes e museus vou me virando para conseguer pedir e dar informações, agradecer as inúmeras gentilezas, ler placas, menus e descrições de obras, rir com as capas de jornais e revistas… Viver, na medida do possível, como uma local.

Sobre uma mesa, prato com arroz, feijão e uma lata de Guaraná Antarctica

Intercambiar é: ir a uma churrascaria para comer arroz e feijão

Os temidos brasileiros também são parte importante deste processo, porque me ajudam a decifrar aquelas palavras impronunciáveis, de tão estranhas aos meus ouvidos, e eles sabem perfeitamente o que quero dizer quando estou com saudade, seja de casa, do marido ou simplesmente de arroz com feijão. E compartilham comigo a alegria de encontrar uma churrascaria brasileira, que tem feijoada e Guaraná Antártica! XD

A escola serve para me dar base, mas é a vida cotidiana que me dá asas. Se na sala de aula eu aprendo a construir frases, na rua eu faço delas pontes para novos mundos. Cada pessoa que cruza o meu caminho traz consigo um emaranhado de palavras e histórias fascinante. Nessa mistura de teoria e prática, exercito não só o inglês, como também a imaginação e a pré-disposição a olhar e ver o outro, assim, encantada. E é um prazer conhecê-los e me reconhecer em seus olhares.

Talita no meio de um salto, ainda flutuando no ar, com a bela praia de Carmel ao fundo

Intercambiar é: tirar os pés do chão

Capa do ebook Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio Clique aqui e conheça o livro Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

6 comentários sobre “A melhor escola de inglês

  1. Que massa, Talita! O meu grande problema com o inglês (e da maioria das pessoas, acredito) é falar. Tenho tido aulas com uma amiga por skype, pois fico totalmente travada ao tentar falar com alguém. Compreendo e até escrevo bem, mas a vergonha me apaga tudo da mente. E as minhas primeiras ‘broncas’ eram em relação aos tempos verbais. Errando muito estou aprendendo a corrigir. :)

    Deve estar sendo uma experiência incrível! Nenhuma escola brasileira pode ensinar o que você está tendo a oportunidade de aprender. Desejo muito sucesso pra você! Beeijo.

    • Falar também era a pedra no meu sapato, mas agora eu estou “além do meu nível” nesse quesito, graças às novas amizades e passeios todos. É importante perder o medo de errar, aceitar que você não é nativo e terá dificuldades com a pronuncia mesmo. Mas que, com o tempo, tanto ela quanto seu vocabulário melhorarão :)

  2. Oi Talita td bom?
    estou acompanhando suas fotos pelo Instagram e encontrei esse texto qdo fui procurar sobre intercâmbios :)
    Estou pensando em fazer o mesmo e por isso gostaria da sua opiniao (se puder, logico).
    Vc acha que um mês vale a pena? Voce encontrou muitos problemas por ir sozinha?
    beijos e obrigada desde ja :)

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