Das pequenas coisas que formam uma cidade

Meu fuso está menos confuso, mas sempre acorda quando ainda está escuro, porém, às 7h20, sem falta, uma gaivota passa pra anuciar o nascer do sol.

Eu vim com casacos que aguentaram a primavera gelada européia[bb], mas que, ao primeiro dia com garoa, me deixaram mais gelada do que eu gostaria. Nada que a Macy’s não pudesse ajudar.

É incrível como os americanos sabem te deixar eufórica com o preço (não valor) das coisas. Colocam um número na etiqueta que, na verdade, custará 60% a menos quando passar no caixa. Se você estava em dúvida sobre levar 1 casaco, acaba escolhendo 2, afinal, está economizando 20% (40% x 2 do preço que consta na etiqueta).

Com a chuva vem a fome e… ah Califórnia[bb]! São tantas as opções, que só mesmo um banho de água fria pra te fazer entrar no primeiro estabelecimento do caminho. Dei sorte, era um Pub com Guinness muito bem servida e Ovos Benedict, versão ogra e com as gemas molinhas, do jeito que eu amo. O garçom, de cara, me perguntou algo incompreensivo ao meu limitado inglês. Vendo a minha reação perdida, entre “oks” e “sorry”, não teve dúvida, desenhou em seu bloquinho:

Desenho de um documento de identidade, feito pelo garçom

Ao entrar no Pub, o garçom me pediu a identidade, eu não consegui entender, então, ele pegou seu bloquinho e desenhou pra mim.

Sim, eu tenho mais de 21, estava com meu passaporte e achei extremamente fofa a solução que ele arranjou pra se comunicar comigo.

Aqui as pessoas têm sido muito gentis. Os 2 moradores de rua que vivem na região onde moro, me dizem “Good morning, Good night” e sempre sorriem quando eu retribuo. Um deles, inclusive, tem um teclado e toca algumas notas quando passo, minha própria versão de “A Garota da Sutter St.”

Capa do ebook Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio Clique aqui e conheça o livro Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

2 comentários sobre “Das pequenas coisas que formam uma cidade

  1. A cada post um deposito de animo para a jornada que eu e minha esposa pretendemos fazer ai pelo estrangeiro. Parabéns novamente. Continue postando estas historias bacanas…

  2. A cada post um deposito de animo para a jornada que eu e minha esposa pretendemos fazer ai pelo estrangeiro.

    Continue postando estas historias bacanas…

    Parabéns

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