De Londres à NY, com conexão em Tokyo

Eu nunca estive no Reino Unido[bb], mas não há “Um Lugar Chamado Nothing Hill” que me tire da cabeça a impressão de que lá é sempre frio, úmido e cinza.

Ontem eu acordei em Londres[bb]. E, pela primeira vez nessa viagem, tive problemas para levantar da cama e encarar a cidade das ladeiras, com céu denso e pesado, ameaçando desabar a qualquer momento. “Um dia de chuva é tão bonito quanto um dia de sol”? Sejamos sinceros, quando você precisa despertar cedinho e gosta de ir andando para os lugares, até a garoa já incomoda.

Na escola, ficou evidente que o clima influencia, e muito, o humor das pessoas. Nunca na história desse país… opa, espera. Sim, nós podemos (!) estudar em dias feios, mas o ritmo é outro, as pessoas ficam mais fechadas, mais sonolentas e com pouca vontade de se expor e falar. Como driblar isso? Café, lavar o rosto, ouvir punk rock… Nada disso desfaz as nuvens, não só as do céu, mas também as que parecem carregar o semblante de boa parte da população em dias sem sol e sem sal.

Só nos resta viajar, para algum lugar que independa da previsão do tempo para ser excitante e colorido. Esqueça praia, esqueça piscina -a menos que seja aquecida ou você tenha abstração o suficiente para transformar a banheira do seu apê em uma -, em dias frios, tudo o que a gente precisa é de lugares que nos acolham ou envolvam profundamente.

As grandes loja de departamento e marcas como Forever 21, na Market, por exemplo, me levaram rapidamente à NY. Sale, sale, sale… Eu não sou uma mulher muito consumista, mas sinto um prazer bobo ao andar pelos corredores infinitos das lojas e pensar que, se quisesse, poderia comprar qualquer peça dali, mesmo que parcelando infinitamente e comprometendo o salário que não tenho mais.

Foto da Forever 21 de San Francisco

Forever 21 de San Francisco <3

Antes de chegar a NY, porém, fiz conexão em Tokyo, com sua arquitetura arrojada, como a do Jewish Museum, na Mission. O enorme quadrado de concreto se equilibrando, com somente parte de sua estrutura no chão e a outra no ar, me deixou muito impressionada. E me fez ter vontade de ver outras obras de arte, como aquela imensa escultura em forma de lojinha.

Foi na Geary St. que eu me perdi pelo mundo. Sem pagar nada pelas passagens, mergulhei nas cores quentes de Miró e de Picasso, entrei nos labirintos quadrados de Mondrian, meditei nos jardins de Monet e me apaixonei pelas personagens de Rembrandt. Andy Warhol entrou rapidamente em cena, para me levar de volta à América.

Quando cheguei à San Francisco, já era noite, a chuva tinha passado, o ar não parecia mais tão gelado e eu até sorri com os olhos e os lábios.

Escultura de coelho imitando origami

E eu até encontrei o meu coelho, de Alice no País das Maravilhas ;)

Capa do ebook Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio Clique aqui e conheça o livro Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

3 comentários sobre “De Londres à NY, com conexão em Tokyo

  1. Me fez voltar a NY, me fez sonhar com os lugares que ainda não conheço. Tô gostando muito de acompanhar a “Talita das palavras” de novo. Estava com saudade dela.
    Te amo! Aproveita tudo :)

  2. Pingback: Razões para correr no inverno | Jornalistas que correm

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