Dicas de passagens, hospedagem e seguro viagem para o seu intercâmbio

Escultura em forma de um Coração reflexivo em uma praça de San Francisco

Ficarei em San Francisco até março, me apaixonando pela cidade e desenrolando o inglês

Você quer mesmo embarcar nessa viagem? Então, segue a continuação do post com dicas práticas para se planejar. Não sabe do que eu estou falando? Volte uma casa e leia primeiro esse texto aqui. Sabe sim e já definiu as prioridades? Bóra arrumar as malas, mas antes…

Se puder, opte por viajar no outono ou na primavera do destino, quando a temperatura é mais amena e as passagens aéreas ficam mais baratas, assim como outros serviços. Coloque na conta o custo de vida da cidade escolhida, para ver se vale a pena fazer um curso mais intensivo e curtinho ou prolongar a estadia com menos aulas por semana. Como? Procurando blogs de pessoas que vivem no local ou folheando guias de viagem sobre o destino, na livraria mesmo, normalmente essa informação fica logo no comecinho.

Não feche um pacote completo sem antes consultar sites como voopter.com.brairbnb.com.br e hoteis.com.br, e ver se é possível encontrar outras opções de estadia ou passagem aérea mais em conta do que aquela que a Agência/Operadora está te oferecendo e negociar melhor preços e condições.

Ao escolher um voo, observe bem a conexão e tempo total entre o embarque e o desembarque para evitar ciladas como: viagens com mais de 24 horas (a menos que você vá para a China, Japão, Austrália…); conexões muito extensas em aeroportos que não tem nada para fazer ou, o contrário, conexões com menos de 1 hora de duração, em que você corre o sério risco de perder o segundo voo; ter que tirar mais um visto ou tomar outra vacina para o país em que só conhecerá o aeroporto; ir para a ponta oposta a onde está o seu destino, aumentando significativamente o tempo no ar. Às vezes, principalmente na alta temporada/férias, você precisa escolher entre conforto ou economia, e acaba embarcando em uma dessas roubadas, como ir de São Paulo à NY (10 horas de voo), para voar de volta à San Francisco (6 horas de voo)… É o que eu coloquei lá em cima, defina prioridades.

Na hora de decidir onde ficar, pesquise sobre os bairros, sobre o preço e estrutura do transporte público e também pondere os riscos e vantagens de cada tipo de hospedagem. Eu, particularmente, acho um absurdo você não poder escolher o bairro/família que deseja ficar ao optar por Homestay (casa de locais). Por isso, nem cotei esse tipo de acomodação e não posso falar nada à respeito. Os hotéis ou casas estudantis são uma boa opção para quem não liga de compartilhar quarto e banheiro (há alguns privativos também), e normalmente ficam perto das escolas, o que não quer dizer que a localização seja boa, mas que dá para economizar com transporte. Você também pode pesquisar hostels e hotéis que fecham pacotes mensais mais baratos. Ou, fazer como eu, encontrar um quartinho, com ou sem banheiro particular, na casa de um local, através do Airbnb. Recomendo muito essa última opção e isso também não é um post pago ;)

Seguro Saúde/Viagem é obrigatório para a maior parte do mundo, principalmente quando você passará um longo período viajando. E custa caro. A boa notícia é que alguns planos de saúde, como a Omint, têm cobertura internacional, e basta você solicitar o cartãozinho com o telefone da assistência fora do Brasil. Além disso, algumas categorias de cartão de crédito também oferecem cobertura limitada, se você comprar sua passagem aérea com eles, informe-se com o seu banco e/ou bandeira. Mas se precisar ou quiser adquirir uma cobertura tradicional, por conta própria, há boas seguradoras que fecham tudo online, como a Travel Ace e a Mondial Travel

Chegou até o final do post sem dormir ou mudar de canal? Então, senta que lá vem história, mas só amanhã, quando escreverei sobre Documentos Obrigatórios, como domar (um pouco) o Câmbio, encarar a imigração e escolher o Traslado.

Se tiver mais algum assunto, relacionado à minha viagem, que gostaria de ler aqui, é só comentar :)

Capa do ebook Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio Clique aqui e conheça o livro Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

7 comentários sobre “Dicas de passagens, hospedagem e seguro viagem para o seu intercâmbio

  1. Pingback: Dicas para começar a planejar um intercâmbio - Viagem e Voo

  2. Muito boas as dicas, aguardo o próximo post.
    Tenho apanhado muito pra comprar as passagens e pra tentar entender/prever os movimentos do cambio!

    []’s
    Rafael Amorim

  3. Adorei este artigo. Foi muito esclarecedor e adequado. Sempre viajo ao exterior e depois de muitos anos aprendi por duras experiencias a importância do Seguro Viagem. Há muitos anos uso o Assist-Card e tenho sido muito bem atendido e estou satisfeito. Recomendo-o fortemente! Espero ter ajudado! Abraço!

  4. Pingback: Quem tem medo da imigração? E preguiça de tirar o visto? - Viagem e Voo

  5. Talita, estou cotando os serviços de seguro viagem e tenho dúvida em qual plano escolher em relação aos valores de cobertura. Como minha viagem ultrapassa o período de 60 dias os serviços oferecidos pela operadora de cartão de crédito não são válidos nesses casos. A viagem é para os EUA, saberia me dizer qual a média de cobertura indicada pra esse caso ? Obrigado.

    • Depende mais do tipo de viagem do que do período escolhido. Explico:
      Para intercâmbio as operadoras indicam um plano que tenha cobertura de 30 mil dólares (com assistência saúde, odontológica, jurídica).
      Porém, se você vier para esquiar ou fazer qualquer outro esporte de aventura, é bom contratar um seguro específico (e mais caro) que cobre também operações mais caras de resgate.
      E, sim, seguro é caro mesmo =\

Deixe uma resposta para Talita Ribeiro Cancelar resposta para %s

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *