O que eu aprendi em Yosemite

Um campo de vegetação seca mas macia, com pequenas poças de neve

Prado e neve :)

Queimar a vegetação às vezes é bom, para ajudar a terra a se renovar. Parece absurda a afirmação, ainda mais escrita assim, sem contexto. Mas antes que voem pedras-palavras ecologicamente corretas, eu explico.

Há milhares de anos índios americanos, chamados Miwok, habitavam os vales que hoje formam o Parque Nacional de Yosemite. Para renovar os Prados (campos planos com pequenas plantas), de tempos em tempos os índios queimavam tudo, deixando um descampado e dando lugar ao novo.

Com a chegada dos primeiros europeus, essa prática, assim como tantas outras tradições, foi sufocada. Porém, no final do século 20, os americanos decidiram resgatar parte da sabedoria indígena e retomar, de maneira monitorada, as queimadas de renovação.

O cenário pós-fogo é avassalador. Ainda mais em uma paisagem tão exuberante e absurdamente rica, como a de Yosemite, com seus Pinheiros, Sequóias, Cachoeiras e Paredões Infinitos de Pedra.

Vista superior de uma floresta de pinheiros cercada de paredões de pedra com uma cachoeira ao fundo e nuvens no topo dos paredões de pedra

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Os frágeis Prados parecem ainda mais fracos em meio a tanta grandeza, mas guardam em si fontes imensas de hidratação e possibilidades de recomeço. E foi justamente neles que um Lince – “gatinho” selvagem que pode pesar até 30kg -, decidiu se apresentar aos curiosos turistas. Andando por sobre o feno, entre as poças de neve, o felino desfilava como se estivesse protegido por aquela vegetação seca, de tons pastéis asperos, mas acolhedores às suas patas e pelagem macia.

Observando-o e ouvindo um pouco mais sobre a história dos extintos Miwok, foi impossível não pensar sobre as áreas da vida que, às vezes, precisam ser queimadas para que se renovem. E o quanto isso pode destoar de tudo que está ao redor, mas, no fundo, faz parte de algo muito maior e mais belo. De uma paisagem que só pode ser descrita como “um encontro com o Sublime”.

Talita usando um casaco, à frente de um campo coberto com um pouco de neve e um enorme paredão de pedra com uma cachoeira no centro

Não há descrição que consiga explicar a grandeza desse lugar

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Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

Um comentário sobre “O que eu aprendi em Yosemite

  1. Espere até vcs dois conhecerem o Grand Canyon West e South, vai inverter essa sua ideia em relação ao Yosemite.

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