10 dicas de como viajar para a Europa gastando pouco

Este post é para você que sonha em conhecer a Europa, mas acha que é muito caro ou que não tem dinheiro para isso. É inspirado em um e-mail que recebi da Juliana, leitora do blog, e também nas diversas perguntas que amigos já fizeram sobre as minhas viagens para o velho continente. A primeira vez que pisei a lazer lá, em 2011, foi em uma viagem com o Marco, meu namorado na época, para Paris. Nós gastamos R$ 2.400 cada, com passagem da TAP via Portugal, traslados, 5 dias de hospedagem na cidade luz, mais um dia no Porto, ambos com café da manhã incluído. Ah! E para os gastos com comida e passeios nós, literalmente, juntamos as moedas que tínhamos em casa. A viagem foi inesquecível – fui pedida em casamento lá! – e não nos deixou nenhuma dívida na volta. Foi na França também que meus pais, pessoas muito simples, tiveram seu primeiro contato com a Europa, em 2012, e, desde então, voltam uma vez ao ano para o continente, sem comprometer o orçamento deles.

Contei tudo isso para mostrar que não é preciso ser rico ou ter dinheiro sobrando para viajar, basta se programar de tal forma que consiga aproveitar promoções e elaborar um roteiro econômico, sem ser desconfortável ou complicado. Como? Seguem as dicas que eu SEMPRE aplico nas minhas viagens:

10409336_10152563310908373_2614568217148673628_n1) Viaje de março a maio ou de setembro a novembro
Eu sempre tiro férias e marco as viagens da família na média/baixa temporada porque, além de ser bem mais em conta, o clima é excelente para bater perna, já que esses meses coincidem com a primavera e o outono. “Ah, mas eu tenho filhos/estudo e só posso tirar um mês de férias em dezembro/janeiro ou junho/julho”. Não é impossível encontrar tarifas promocionais nesses períodos, porém, é bem mais difícil.

2) Estipule o valor máximo que aceita pagar pela sua passagem aérea
Eu pago, no máximo, R$ 1.800 pela passagem de ida e volta para a Europa, fora as taxas, que dão uns R$ 200 a R$ 300 a mais, dependendo das conexões/aeroportos. É possível conseguir mais tarifas mais baratas que isso? Sim. Hoje, por exemplo, há passagens por menos de R$ 1.600 para voar em novembro. É Importante definir quanto você quer/pode pagar para saber se uma promoção é boa ou não. Afinal, sempre pode surgir outra passagem mais barata depois que você comprou a sua, o que não quer dizer que ela seja melhor, entendeu? Uma boa promoção é aquela que vai de encontro com o que você deseja, ou seja, tem o preço dentro do que estipulou previamente, voando com uma cia aérea boa e no período das suas férias. O Voopter, metabuscador de passagens aéreas, tem uma ferramenta muito bacana, onde você pode cadastrar um alerta para receber avisos de passagens aéreas baratas (eu escrevo para eles, porém, esse não é um post pago, viu?).

3) Tome cuidado com as taxas que não estão incluídas nas passagens aéreas
Em geral, quanto mais conexões um voo tem, mais caras serão as taxas cobradas. Porém, há exceções, como a taxa de embarque no principal aeroporto de Londres, por exemplo, que é surreal  – em um voo emitido com milhas, eu paguei mais de mil reais em taxas. Além disso, se você comprar com agências de viagem ou operadoras, terá que pagar uma taxa de serviço, que pode encarecer a passagem. Por isso, vale a pena comparar antes de finalizar a sua compra e estipular um limite para isso também, por exemplo: R$ 1.800 para a passagem + R$ 300 para taxas = R$ 2.100 preço final.

1609594_10152314385903373_252615137_n4) Aproveite conexões onde você pode passar alguns dias na cidade antes de seguir para o destino final
Na minha primeira viagem para Paris, por exemplo, aproveitei a conexão para ficar dois dias no Porto, já que a TAP oferece essa opção – através do seu telefone ou da busca multi-destinos em seu site. A passagem de São Paulo para Paris com conexão imediata custava o mesmo que a parando em Portugal por alguns dias e depois seguindo viagem. A TAP tem essa opção parando no Porto ou em Lisboa, a Air France tem ficando em Paris, a KLM em Amsterdã, a Lufthansa em Frankfurt ou Munique… Vale a pena pesquisar nas cias aéreas europeias que têm voos direto para o Brasil quais são as opções que elas oferecem.


5) Faça trechos internos de trem, carro alugado ou com cias aéreas low cost

Nós não estamos acostumados com trens, eu sei, mas na Europa eles funcionam maravilhosamente bem e podem te ajudar a economizar de várias formas. Como eu citei na dica 3, muita gente que quer conhecer Londres, opta por voar para Paris e pegar um trem de lá, só para não pagar a taxa absurda do aeroporto. Tem quem aproveite os trens noturnos, como o de Paris para Veneza, para dormir e economizar uma noite de hotel. Meus pais nesse ano fizeram todo o centro e norte da Itália de trem, eles só falam português e conseguiram passagens, como a de Roma para Florença, por 19 euros. Outra opção é viajar de carro e aproveitar rodovias excelentes, como as alemãs, e paisagens que você perde quando só viaja de avião. O preço do aluguel lá é bem mais em conta do que aqui, mas mais caro do que os EUA, e quase todos os carros são automáticos. Não é preciso habilitação internacional para dirigir na Europa, a brasileira é aceita. Caso você queira fazer trechos mais longos de forma mais rápida, as companhias aéreas de baixo custo como Ryanair e Easyjet também são uma opção, porém, você precisa ficar muuuuito atento as regras da passagem, para não ter surpresas desagradáveis ao chegar no aeroporto, como ter que pagar pelo excesso de bagagem, por não ter impresso seu ticket e etc.

6) Opte por meios alternativos de hospedagem
Antes que você faça cara feia, “alternativos” não significa “desconfortáveis”, ok? Eu e meu marido dificilmente ficamos em hotéis em nossas viagens, a não ser quando eles oferecem algo muito diferente e interessante, que faça o custo benefício valer a pena. Por exemplo, nós amamos o Hotel Saratoga, em Havana, pela vista estupenda de Havana Vieja e pela concierge super eficiente. Mas em vários outros lugares do mundo, optamos por alugar um quarto ou a casa de locais no airbnb e economizar até 50% em hospedagem. Já fizemos isso em Roma duas vezes, em Florença e Amsterdã na Europa, e as experiências foram excelentes. Os hostels também podem ser uma boa opção, não só para quem não liga de dividir quarto, mas também para quem quer uma suíte particular, mas sem a formalidade de um hotel. É possível fazer a sua busca no Hostel World. Porém, antes de fechar, vale a pena ler as avaliações de quem já ficou hospedado lá no site Trip Advisor.

579761_10150999531483373_1832150652_n7) Use transporte público, inclusive para ir do aeroporto até à cidade
A maioria dos aeroportos europeus está interligado com o centro da cidade através de trem ou metrô, com passes bem em conta e boa estrutura no vagão para receber as bagagens – tente sempre viajar com, no máximo, uma mala por pessoa, isso também facilita os deslocamentos. Além disso, as grandes cidades sempre contam com passes que incluem viagens ilimitadas durante um período, que te permitem errar o caminho e entrar e sair quantas vezes quiser de metrôs, ônibus, trens… É um investimento que vale muito a pena, até porque, em cidades como Paris e Londres, andar de metrô te ajuda a economizar tempo também e faz parte da experiência de viagem, já que você fica em contato com os locais e pode observar a diversidade humana do local.

8) Aproveite os dias e horários em que os museus são gratuitos
Isso vale para todo mundo, há sempre um dia em que a entrada do museu é free ou, ao menos, mais barata, o que muda é que em alguns lugares é uma vez por semana e em outros uma vez por mês ou somente em datas especiais (feriados, aniversários e etc). Vale a pena visitar o site de todas as atrações que você pretende visitar antes da viagem, para planejar melhor o tempo que passará nela, mas também para ver informações sobre ingressos e horários, assim, você evita de dar com a cara na porta e pode economizar também. Outra coisa bacana é procurar o site de alguma revista ou jornal local, com a programação da cidade. Mesmo que você não entenda muito bem o idioma, conseguirá ver se há o show de algum artista que gosta ou evento esportivo e, quem sabe, gratuito.

10153280_10152314400963373_586321316_n9) Almoce em restaurantes e jante em “piqueniques”
Assim como existem os PFs e pratos executivos aqui no Brasil, na Europa há sempre cardápios mais em conta no almoço do que no jantar, é possível até experimentar estrelados Michelin sem pagar uma fortuna. Outro movimento legal que rola lá são pequenos restaurantes ou redes assinadas por grandes chefes, como as do Jamie Oliver em Londres, por exemplo, onde você consegue comer pratos deliciosos, sem ter que vender um rim. Mas nada te ajuda a economizar tanto nas refeições como visitar as feiras e mercados locais, selecionando produtos deliciosos, por preços ótimos e montando o seu cardápio, que pode ser degustado em praças, parques ou até no quarto do hotel. Essa é outra vantagem de alugar uma casa, se você gosta de cozinhar, pode até fazer pratos mais elaborados com ingredientes fresquinhos e diferentes.

10) Defina previamente quanto você pode gastar por dia e com compras
Esqueça o cartão de crédito. Ou melhor, deixe ele preparado somente para imprevistos, assim, você garante um pós-férias menos traumático e também controla o custo total da sua viagem. Para entrar na Europa é aconselhável ter, no mínimo, 60 euros por dia por pessoa, para não ter problemas na imigração. Porém, na prática, você pode precisar de mais, de acordo com o seu planejamento – os lugares que deseja visitar e também o que quer experimentar. Eu não costumo comprar muitas coisas na Europa, só comida no mercado mesmo, por isso não tenho dicas relacionadas a esse assunto, mas há vários blogs bacanas com conteúdo sobre isso, é só “dar um google”. Um conselho interessante é usar cartões pré-pago para levar moeda estrangeira de forma segura e bem prática. Não sabe do que eu estou falando? Visite o site de casas de câmbio como o da Fitta e da Confidence e e descubra rapidinho! Pretendo, em breve, escrever dicas de como negociar moeda estrangeira – eu já fui elogiada pelos judeus do Safra por esse meu “talento” ;)

Ufa! Chegou até aqui e tem outras dicas ou dúvidas? Escreva nos comentários!

Se você, assim como a Juliana, gostaria que eu escrevesse sobre algum tema relacionado com viagem, é só mandar um e-mail :)

Capa do ebook Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio Clique aqui e conheça o livro Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

57 comentários sobre “10 dicas de como viajar para a Europa gastando pouco

  1. Adorei as dicas, fiz exatamente as mesmas coisas nos dois mochilões mega econômicos que já fiz para aquelas bandas(e semana que vem vou para o terceiro). Fui para lá no finalzinho de fevereiro e paguei só R$900 nas passagens de ida+volta com direito a um dia na ida e um dia na volta para passear na Cidade do México, foi fantástico. Realmente é possível ir para lá mesmo com um orçamento curto.

    Eu e minha namorada adoramos conhecer novos(e bons) restaurantes mas como não temos tanta grana disponível normalmente optamos por dividir o mesmo prato, preferimos ir em um restaurante bacana e comer um pouco menos do que cada um pedir sua própria refeição em um lugar qualquer(geralmente fast food que é sempre a opção mais rápida e barata). E como estamos sempre beliscando besteirinhas durante os passeios nunca estamos mortos de fome e o prato que foi pensado para uma só pessoa geralmente nos serve muito bem. Os garçons sempre estranham quando pedimos apenas um prato para os dois mas nunca reclamaram.

    Quanto aos trechos internos também temos a opção de ir de ônibus! Na Europa tem uma cia de ônibus chamada Megabus que tem passagens extremamente baratas, embora muito cansativo a economia é grande e pode valer a pena. Não é difícil encontrar passagens na casa dos 5 ou 10 euros/libras, é tipo a “Ryanair dos ônibus”. Em março desse ano fiz o trajeto Londres-Amsterdam-Bruxelas-Londres só com Megabus e devo ter gasto em torno de uns 120 a 150 reais em passagens, é muito barato e assim como no trem os trechos também podem ser noturnos. Na europa também tem uma cia chamada National Express mas as passagens deles costumam ser um pouco mais caras do que as da Megabus mas eles oferecem mais opções de destinos e dizem que os ônibus são melhores.

    Aluguel de carro é ótimo para quem tem mais de 25 mas para quem ainda tem menos(tipo eu) só a taxa que pagamos por conta da idade é mais do que cobram pela diária do carro, isso quando permitem que menores de 25 aluguem, algumas empresas sequer permitem :(

    • Ótimas dicas, Eduardo! :)
      Eu nunca usei ônibus na Europa, mas conheço a Megabus dos EUA e sei que eles oferecem preços incríveis, em ônibus não muito confortáveis, mas com wifi e tomadas – ao menos no trecho San Francisco-Los Angeles. Eu paguei US$ 18 em ida e volta na madrugada e aproveitei para economizar 2 diárias na viagem XD

  2. Preciosas essas dicas, e pretendo aproveitá-las ao máximo. Em exatos 100 dias embarco para a Europa para viver a maior experiência que já pensei vivenciar, e também para a maior mudança da minha vida, já que pretendo morar lá por pelo menos um ano. Irei morar na Irlanda, fazendo intercâmbio, e ler textos como esse me ajudam a me preparar para todas as “pequenas” viagens que pretendo fazer no velho continente durante este tempo.

    Seria interessante ler por aqui roteiros pela Europa que fujam do tradicional; tanto em termos de cidades, com dicas de cidades fora do grande roteiro das capitais e grandes cidades, e também roteiros dentro dessas grandes cidades com dicas para quem quer conhecer além dos pontos turísticos mais famosos.

    No mais,
    Obrigado pelas dicas

  3. Gostei das dicas, só não concordo com a última (“Esqueça o cartão de crédito.”), sempre fui um grande adepto ao VTM mas na minha última viagem (Março/2014) o cartão de crédito teve um cambio abaixo do VTM e do papel moeda. Todas as recargas do VTM tem incidência de IOF e o valor do cambio cobrado na carga do VTM normalmente é bem superior ao valor do cambio cobrado na sua fatura do cartão de crédito. Na última viagem fiz uma pesquisa dos menores valores de cambio cobrados nos cartões de diversos bancos (a diferença entre eles é gigante) e descobri que a CAIXA cobra um valor um pouco acima do dolar comércial (o que é muito mais baixo do que as principais casas de cambio), então abri uma conta na caixa e pedi o cartão internacional só para a viagem. Quando chegou a fatura tive uma ótima surpresa no valor do cambio.

    E sim, eu sei que é necessário levar dinheiro em especie, mas levo apenas o necessário e o resto uso cartão de crédito.

    • Olá, Filipe!

      Entendo seu ponto, porém, continuo achando bem arriscado levar o cartão de crédito, por dois motivos:
      1) você não tem como prever em quanto o dólar fechará na sua fatura, já que depende de questões externas que podem mudar a qualquer momento. E as empresas de cartão, que não são bobas, tendem a fechar com a moeda estrangeira mais cara – mas isso nem sempre acontece, é verdade.
      2) você volta para casa com dívidas e fica muito mais difícil controlar o “valor total” da viagem. Eu gosto de voltar de viagem livre para pensar na próxima, sem ter que me preocupar com a conta do cartão de crédito.

      Mas para quem prefere o Cartão de Crédito ao VTM ou ao Multi Moedas da Mastercard (que é o que eu uso normalmente), a sua dica da Caixa é excelente! Obrigada :)

  4. Gostei bastante das dicas. Planejo uma viagem para a Europa no início do ano que vem e ñ pretendo gastar muito. Alguém pode me indicar um bom seguro viagem e que ofereça bons preços tbm? Abç.

    • Olá, Davi!

      Eu, particularmente, quase sempre embarco com a Travel Ace, que tem um bom preço. Porém, sei que alguns cartões de crédito oferecem o seguro viagem de cortesia, vale a pena consultar a sua operadora de cartão.

  5. Adorei as dicas… nunca viajei ao exterior é meu sonho tbm…porém tenho poucos recursos…por isso quero optar pro estilo mochileiro..
    gostei muito das dicas do Eduardo sobre a empresa de ônibus que fazem varios trechos..
    Talita suas dicas foram muito importantes a taxa sul real do aeroporto de londres , e opções de hospedagem e conexões e traslados.
    Meu objetivo principal é conhecer Paris..e se posivel passar em madri e alguma cidade da Italia…

  6. Olá Talita, há tempos tenho desejo de conhecer algo do tipo que você postou. Meu grande medo é com a “língua”. Você disse que seus pais vão sempre e só falam português, isso me animou um pouco mais.
    Em 2010 fui aos EUA e tivemos uma experiencia horrível (EUA nunca mais) por não falar inglês. Jurei que nunca mais sairia do Brasil.
    Todavia gostaria muito (desejo antigo) de conhecer parte da Europa, em viagem que não gaste muito. Tenho 53 anos e fizemos bodas de perola (30 anos de casados em novembro), e gostaria de dar como presente uma viagem desse tipo para nós (eu / esposa). Por favor me fale mais sobre os que querem viajar, mas só falam o português. Qual o nível de dificuldades teremos? Grato.

    • Olá, Juarez!

      Que bom que você está pensando em embarcar para uma viagem internacional novamente! Parabéns pelas bodas :)
      Sim, meus pais falam apenas português e já viajaram sozinhos por Portugal e pela Itália e pretendem ir para a Espanha no próximo ano.
      Minha primeira dica é: embarque com a TAP, que é a companhia aérea portuguesa, assim você faz a imigração falando nossa língua nativa, ou seja, português. Para uma primeira viagem na Europa eu aconselharia, inclusive, que seu roteiro fosse no país, que guarda atrações e cidades lindas, além de uma deliciosa culinária.
      Segunda dica: se quiser combinar Portugal com outro país, que seja Espanha ou Itália, cuja língua é um pouco mais parecida com a nossa. Porém, você precisa se preparar para ficar um pouquinho perdido, já que eles falam rápido, e não levar para o lado pessoal o jeito meio aborrecido deles. Mais do que isso, vale a pena contratar transfer em português do aeroporto para o seu hotel, escolher um hotel onde haja atendentes que falem bem português e possam ajudá-lo e comprar os tickets das atrações e passeios previamente, assim não corre o risco de não conseguir comprá-los na hora. Há também diversas agências de turismo que são acostumadas a atender brasileiros nesses destinos, você pode contratá-los. Nos restaurantes, o nome dos pratos em italiano, por exemplo, são muito familiares a nós, para a Espanha, você pode pesquisar antes quais são os pratos típicos, assim, não fica perdido também.

      De forma bem resumida:

      Viajar por Portugal é super fácil – e delicioso – para quem só fala português. Viajar pela Espanha e Itália é razoavelmente tranquilo, desde que você planeje muito bem o seu roteiro previamente.

      Meus pais também foram para a França, porém, eu os acompanhei. Lá eles andaram sozinhos durante alguns momentos e se viraram na base da mímica, mas levaram isso numa boa, fizeram compras, tomaram sorvete, conseguiram pegar o metrô… Mas eu, sinceramente, não recomendo para uma primeira viagem no continente.

      Espero ter ajudado :)

    • Olá, Talita, tdo bem?
      Em novembro tenho um simposio na Itália e gostaria de coneer um pouco da Italia, Espanha e visitar uma amiga na Suiça. No meo do caminho está a França. Mas, estou em duvida qto custaria isto tudo e o menos custo e o trageto mais inteligente. Vc pode me auxiliar?
      Grata

  7. Eu consegui passagens p Amsterdã por R$240 pela KLM agora em fevereiro (R$500 com as taxas!!). Porém, só tenho R$1.200 e estou com o maior medo da vida, e queria muito ir. Vocês tem dicas para me dar sobre o dinheiro para eu não cancelar essa viagem?
    São 12 dias, sendo que a última noite terei que ficar umas 15 horas no Rio de Janeiro antes de voltar para casa….

    • Olá, Aline!

      A União Européia recomenda que você tenha, no mínimo, 60 euros por dia de viagem, para que passe tranquilamente pela imigração – onde o agente pode pedir para ver o dinheiro/cartões. Mais do que isso, mesmo que você fique em Hostels, visite os museus em dias gratuitos e coma de forma econômica, R$ 1.200 é insuficiente para 12 dias de viagem =/
      A boa notícia é que você tem 1 mês para conseguir levantar mais dinheiro. Como? Vendendo brigadeiros ou qualquer outra coisa que você faça bem, por exemplo.
      Outra dica, não tão boa, mas que deve ajudá-la, é pegar dinheiro emprestado. Afinal, você já conseguiu o mais difícil, que é comprar uma passagem super barata, e não quer perder a oportunidade, né? Ter um cartão de crédito internacional com um bom limite (R$ 2500 no mínimo), também pode ser uma saída, já que você pode usá-la para pagar pela hospedagem + passeios e, depois, parcelar a fatura.

      Sites que podem te ajudar a fazer uma viagem econômica: Couch Surfing (para ficar no sofá de alguém, sem pagar nada – mas tome muito cuidado na hora de escolher, ok?), Airbnb (pra alugar um quarto na casa de alguém – esse eu uso bastante e recomendo) e Hostels World (pra encontrar um lugarzinho nos hostels).

      Espero que você embarque e faça uma excelente viagem :)

      Beijo

  8. Muito bom, vou fazer a viagem no ano que vem, e estou começando do zero, com estas informações, e pessoas de bom coração, assim, dando dicas, é que nos fazem ver, que podemos gastar o suficiente para uma viagem desta natureza, obrigado, mais uma vez.

  9. Pingback: 7 dicas de como viajar sem medo da alta do dólar

  10. Pingback: 7 dicas de como viajar sem medo da alta do dólar • Passagens Aéreas

  11. estou encantanda com as suas dicas .penso muito em ir a Dublin passar uns 15 dias em setembro visitar minha filha,que está fazendo intercambio,\gostari de aproveitar para conhecer ,Paris ea disney paris,e tbm Londres,disponho de 15.000;00 reais será suficiente para 3 pessoas 3 dias em cada país. ,as passagens ja estão pagas,em Dublin vou ficar em hotel,é um sonho fazer isso,alem de matar a saudade vou fazerum turismo,mas morro de medo de não ter dinheiro suficiente e não saber usar o euro e a libra e ficar sem dinheiro para voltar,não sou exigente,vou fazer tudo pelo mais economico,Nunca viajei para fora de meu pais,moro no interior do R.G do SuL..abraço

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  12. estou pretendendo sair dia 19/11 com retorno dia 04/12 p fazer Portugal, Espanha,paris e Itália. p festejar meu niver e do meu marido em grande estilo,sendo que nunca saimos do Brasil.e eu náo sei se compro passagem de ida e volta por Portugal ou se faço ida Portugal e volta Itália.

    • Olá, Sandra!

      Eu sempre aconselho a ir e voltar pelo mesmo aeroporto, porque assim é mais fácil encontrar passagens baratas, combinando com passagens de avião e/ou trem internos. Você também pode, por exemplo, comprar passagens para a Itália com a TAP, e combinar com a cia aérea de fazer uma conexão em Lisboa mais demorada, passando alguns dias lá antes de seguir viagem até Roma. Você consegue fazer isso de forma mais rápida através do telefone do que no site da cia aérea.

  13. OI, Talita, Tudo bm?

    Estou indo para Europa ficar 15 dias e já reservei hostel (Dublin), aluguei 1 quarto em casa de família (Paris) e comprei as passagens. Preciso ter então 900 Euros para imigração= 15 dias *60 Euros. correto? E esse valor já inclui a acomodação que irei pagar quando chegar no destino ou é 60 Euros + acomodação por fora?
    obrigada.

    • Olá, Renata! Tudo ótimo e com você?

      60 euros é o mínimo recomendado para você entrar na Europa, porém, eu, particularmente, recomendo que você leve um pouquinho a mais e esse valor é fora a hospedagem e passagens.

      Beijo

  14. Pingback: Passagem Fácil . COM | 7 Dicas de viajar com a alta do dólar

  15. Estou planejando visitar Paris em 2015 e as dicas já contribuirão nessa tão sonhada viagem. Parabéns pela iniciativa.

  16. Olá Talita, estou indo para Portugal no fim do ano! Vou ficar na casa de um amigo durante um mês, gostaria de saber se eu estando com a carta convite ainda é necessário apresentar os 60Euros/dia? Como vou me hospedar e me alimentar na casa do meu amigo, não vejo necessidade dessa quantia. A carta convite me livre desse valor?

    • Olá, Guilherme!
      A Carta Convite só indica que você tem onde ficar, porém, em tese, se você está indo de férias para lá, o agente de imigração pode questionar onde está o dinheiro para você se alimentar, pagar o transporte e fazer os passeios.
      Apenas na primeira vez que eu fui pra Europa me pediram pra comprovar que eu tinha dinheiro para me manter, perguntando a quantia e pedindo para ver. Então, pode ser que ninguém nem toque nesse assunto, porém, eu não contaria com isso e levaria, no mínimo, um bom cartão de crédito internacional.

  17. Bom dia, Talita!!
    Estou começando a programar minhas férias que serão em 02/16, dei um google e achei o seu blog, que por sinal vi que é ótimo hehe. Estou com três destinos em mente, EUA, Europa e Japão, mas estou aqui para te pedir umas dicas sobre a Europa. Estou querendo chegar lá por paris, já que trabalho em compahia aérea e ganho uma passagem nas férias, e a empresa tem voo pra lá, das três dicas que você deu para se conseguir uma hospedagem mais barata qual vc me aconselha mais?, eles servem para todos os países? Quantos dias você acha que seria necessario para conhecer razoavemente cada país?, eu pretendo ficar na europa 24 dias e estava com vontade de visitar 7 países (alemanha-espanha-frança-grécia-itália-portugal e reino unido), mas vi que seria impossível. Pretendo me locomover entre eles fazendo a viagem de trem pq acho que será mais rápido que o ônibus e mais barato que avião, vc também tem alguma dica de como fazer a comprar e a programação dessas viagens de trem? Agradeço todas as dicas já postadas tanto por você como pelos outros leitores. Lembrando que pra mim a opção mais barata é a que conta heheheheh.

    • Olá, Lucas!
      Que bom que gostou do post :)
      Vamos as suas questões: 7 dias é o mínimo para conhecer o básico de Paris (viu, que tem um post com dicas minhas de lá? aqui ó: http://viagemevoo.com/2014/roteiro-e-dicas-de-paris-com-amor ). Isso mesmo, aconselho que vc passe uma semana apenas na capital francesa, se quiser conhecer outras cidades no país, precisará de mais tempo. A menos que queira só tirar uma foto nos cartões postais – que é facilmente resolvido com aqueles ônibus vermelhos de city tour -, é necessário apreciar a cidade com calma e tempo, pra amar Paris mesmo, não só “ver o que todo mundo já viu”.
      Quanto ao tempo em cada país, aconselho que faça, no máximo, 3 ou 4 países, de preferência, com fronteiras próximas, pra que aproveite melhor o seu tempo na Europa. Como você colocou que presa pela economia, tiraria Reino Unido de cara. A Inglaterra é assustadoramente cara, devido a valorização da moeda deles frente a nossa. Como você vai no Inverno, daria preferência para os países mais quentes do continentes, combinando França com Itália, Espanha e Portugal, por exemplo. Mas pra aproveitar beeem a viagem, faria apenas França, Itália e Portugal, parando em duas ou três cidades em cada país :)
      O meu meio de hospedagem predileto é o Airbnb, com ele você consegue economizar bastante e vivenciar melhor os lugares.
      Nunca fiz grandes viagens de trem pela Europa, então, infelizmente, não posso dar dicas sobre isso. Mas espero ter ajudado nas demais questões.

      Boa viagem :)

      • Muito obrigado, Talita! Já cortei o Reino Unido então hehe
        Eu ainda tô decidindo se vou somente nos cartões postais ou vou mais a fundo nos escolhidos, pq eu amo andar de ônibus e metrô pelas cidades que viajo, faz a gente sentir que realmente conheceu o lugar. A França seria a principio o ponto de partida pelo fato da passagem grátis, mas vou olhar seu post com as dicas da cidade, não tive como ver tudo ainda, mas agradeço muito pela resposta e mais uma vez parabéns pelo trabalho que você faz aqui no seu blog. Abração!!

  18. Ola Talita! Tudo bem? Adorei Suas dicas. E, concordo c vc sobre sempre levar um pouco mais de dinheiro nas viagens. Até para ajudar um pouco na pergunta do estudante Guilherme, Na primeira vez que fui a Europa, o Agente da imigraçao pediu para ver a quantidade de euros que Eu tinha e cartao de credito. Eu ia ficar na Casa de um amigo em Amsterdam e Nao tinha a quantidade de euros necessaria. Só pude permanecer no país, porque o meu amigo é holandes, Eu tinha seguro saude, Passagem ida e volta, e ele teve que ser responsavel Por minha permanencia e hospegagem e alimentaçao. Ele assina um termo de responsabilidade na imigraçao e mesmo assim, a minha passagem de volta ficou retida c eles até o Dia da minha Volta ao BRASIL. E com isso, Eu Nao posso me meter em qualquer problema durante a minha permanencia la porque o meu responsavel sofreria as punicoes. E tudo isso é um pouco chato, porque você Acaba preocupando a Quem te hospedeu. Mesmo que o Guilherme tenha uma carta convite, seria Bom tambem ter um responsavel aguardando Por ele no aeroporto para qualquer eventualidade. Caso contrario, ele retorna ao país de origem. Estou Indo pela segunda vez, e mesmo preparado com tudo, ja tendo vivido uma experiencia, ainda fico preocupado. Rs Mas graças a Deus foi tudo otimo e dessa vez tbm sera! Abs

  19. Eu discordo de Talita com relacao a “conhecer o basico de Paris”. Conheci o prinicipal em 4 dias mas foram dias bem intensos e eu tinha o cartao Paris Pass card que me ajudou a economizar, nao pegar as filas para comprar ingressos e sim somente as filas para entrar. Isso me fez economizar um tempo absurdo. E associado a isso eu acordava bem cedo para ir em lugares que com certeza tem filas enormes, como o Louvre em que entrei em pouquissimos minutos com o pass card. A questao é planejar bem sua viagem. Na segunda vez que fui a Paris conheci os arredores e outros lugares mais interessantes ainda que o basico de Paris.

  20. Não sei se é permitido então não vou citar, mas há sites e blogs especializados em promoções e “erros” nas vendas de passagens aéreas (A minha custou menos de 900 ida e volta com taxas). Estou indo pela 2ª vez à Europa (Fui pra Espanha e Itália em 2013) em maio de 2016. Desta vez vou para a França e devo ir pro norte da Itália. Reforço a dica de utilizar o transporte público, principalmente metrô, isso ajuda a economizar muito! Recomendo que não procurem ajuda de civis em estações grandes, geralmente isso pode custar algo, procure seguranças, guardas, guichês de passagens, etc. Um mapa do metrô/estações de trens sempre está disponível em pontos de fácil acesso, ou vc pode levar um impresso, depois de localizá-lo no google facilmente. Só use Taxi em último caso, ou se for rico. Quanto aos idiomas, me virei muito bem com o portunhol e com o inglês limitado que tenho. As pessoas não são tão calorosas, mas são extremamente educadas e prestativas (ao menos eu tive essa sorte). Leve cartão (mais que um), leve travel money, leve espécie, etc e mantenha-os separados. Seja prevenido, vc pode ser roubado (acredite, isso tb acontece por lá), vc pode perder algo, ou seja qual for a situação, um plano B vai diminuir muito os transtornos. Não tenha medo, vale a pena ir gastando pouco.

  21. olá, estou querendo fazer minha primeira viagem a europa, porém o fato de eu não dominar o ingles e não poder gastar muito,me traz um pouco de insegurança. estou querendo visitar portugal, espanha, italia e paris
    quais as dicas especificas para uma pessoa na minha posição

    • Olá, Dagna!

      Minha dica é: vá com calma. Já que você não se sente segura pela questão financeira e da língua, faça primeiro uma viagem menor (em que seu dinheiro ou a falta dele não seja um problema e para um país que fale a sua língua ou uma parecida. Minha sugestão é você primeiro embarcar para uma viagem gostosa por Portugal e, no máximo, Espanha, para então, em uma segunda viagem, quando você se sentir mais confiante, embarcar para a Itália e França. Foi assim como os meus pais e hoje em dia eles vão até para a Jordânia – claro que, com alguém para recebê-los lá que fale português.
      Outra opção é embarcar em viagens em grupo com guias, eu, particularmente, não gosto, mas reconheço que é bem útil para quem não fala ou entende nada de inglês.

  22. Parabéns Talita. Maravilhosas suas dicas. Sou apaixonada pela Itália e quero conhecer o “velho mundo”. E tenha certeza …suas dicas ajudam muiiiiito. Um Xero!

  23. Oi Talita, adorei te conhecer, talvez seja porque eu sempre alimentei um sonho de conhecer a Europa mais nunca tive condiçao. hoje vendo o seu blog tornei a sentir aquela vontade, ainda mais depois que voce falou que seus pais viajaram sem falar outra lingua.falo isso porque eu tambem ja estou na terceira idade e nao falo outra lingua.mais mesmo assim ja fui aos Estados Unidos duas vezes e ja fui ao Panama,Entao com suas dicas se Deus quizer o ano que vem irei a frança e a Turquia.

  24. Gostaria de saber se no Alitalia tbm tem a opção de ficar uma noite na cidade de Roma, e como procuro isso em outras empresas de aviação?
    Obrigado

  25. Talita,

    Achei muito interessante o seu blog.
    Tenho algumas duvidas e gostaria que você me ajudasse.
    No caso viajo em setembro/2016 para Zurich, onde ficarei hospedada na casa de uma amiga, logo em seguida iremos para Amsterdã, ( Já alugamos um apto para ficarmos), daremos a sequencia para Londres, ( onde ela possui uma residência), iremos a Paris e logo voltarei para Zurich para retornar ao Brasil. Minha dúvida é de quanto levar, onde todas as passagens de avião já estão compradas?

  26. Olá Talita,esse ano fiz uma viagem maravilhosa por Portugal com meu marido,nós amamos,também só falamos portugues ,mas noa viramos super bem fazendo a imigração em Madri,gostei muito de suas dicas e com certeza as usarei em nossa próxima viagem que provavelmente será para a Espanha.Quanto ao idioma estou fazendo aulas de inglês para me sentir mais segura.Grande abraço !

    • Que demais, Lana!

      Meus pais também começaram a estudar inglês para conseguir se virar melhor nas viagens e minha mãe virá pela primeira vez aos EUA, sozinha, me visitar. Acredito que na Espanha vocês não terão problema com o idioma também, apesar de em Barcelona eles falarem o catalão, beeeem diferente do espanhol que estamos acostumados – nada que sorrisos e o tradutor do Google não ajude a resolver ;)

  27. Oi Talita! meu marido e eu estamos planejando nossas férias prox mês de dez. Já conhecemos os EUA e na Europa só Paris. Qual dica você daria para uma viagem de 10 dias entre Londres, Portugal e Espanha? Estamos pensando em ir de trem a partir da Espanha, mas não sabemos se é a melhor opção…

    • Oi, Edna!

      10 dias é pouco para conhecer três países, se fosse vocês, sinceramente, concentraria entre Portugal e Espanha, conhecendo bem Lisboa, Sintra, Porto, Barcelona e Madri (veja, 5 cidades já é bastante coisa para 10 dias). Ai dá para fazer de trem, carro e até avião, visto que os voos internos entre essas cidades costumam ser baratos. Além disso, Londres é beeeem mais caro que Espanha e Portugal.

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