Ano novo

Asa de avião“A diferença entre o que queremos e o que tememos é do tamanho de um cílio”, a frase, do excelente filme “O exótico Hotel Marigold 2”, me fez pensar sobre a linha tênue entre nossos sonhos e medos, e me lembrou um texto que gosto muito de Rubem Alves, onde ele diz que para voar é preciso encarar o vazio e, consequentemente, as incertezas que ele guarda. Reflito sobre isso nas infinitas horas do meu segundo voo de volta para casa, em algum lugar entre Paris e São Paulo.

Depois de um mês, retorno para a cidade que, por enquanto, chamo de lar. Não sou a mesma que encarou voos para o Qatar, depois Jordânia, Líbano, Iraque e Turquia, mas a sensação de alegria, por estar exatamente onde quero, fazendo o que amo – expandindo horizontes –, me acompanha.

Eu poderia ter morrido, penso, soltando uma risada nervosa. Mas escolhi viver. E fazer valer os dias que ainda tenho por aqui, afinal, “Não há presente como o tempo”. Outra frase do filme. Mais minutos pensando como um longa meio hollywood, meio Bollywood, pode complementar tão bem uma pregação.

Sim, porque antes de assistí-lo e depois de jogar horas de Bejeweled, ouvi novamente um dos mais belos cultos da minha igreja, em que o pastor cita o poema “Invictus”. “Eu sou mestre do meu destino e capitão da minha alma”. Sinto vontade de tatuar as palavras de William Ernest Henley. Mas me contento em repetí-las em voz alta, para não esquecer, para fazer 2016 valer ainda mais a pena. Com ou sem crise, com ou sem medo. E muito desejo. Obrigada pela lição 2015.

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Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. “Refugiados no Oriente Médio” é o primeiro livro da coleção “Turismo de Empatia”, que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.

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