Chegar a capital de Cuba é voltar no tempo e desconstruir a ideia que você tem de desenvolvimento. Porque se não for assim, Havana te parecerá pobre, sendo rica em diversos aspectos, e limitada, tendo um mundo de possibilidades.
Sim, a cidade cheira a diesel queimado, tem prédios caindo aos pedaços, tem ônibus lotados, é abafada… Mas tem brisa, ruas seguras, pessoas muito educadas e simpáticas, orgulho de sua história e cultura, prédios antigos impecavelmente reformados e museus belíssimos. E também faz parte de um sonho de Liberdade. Não tenho a pretensão de julgar se o sonho é bom ou ruim, vi e ouvi que para muitos tornou-se um pesadelo, mas, ainda assim, em Havana estão gravada as marcas da revolução, da luta do povo, das conquistas coletivas e de uma outra forma de encarar a palavra “Nação”. E isso vale mais do que qualquer super estrutura de lazer/turismo.

